Tomada do Complexo do Alemão. Veja o momento da invasão da polícia

Fonte Rede Globo

TV Mirante ganha o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo

O repórter Sidney Pereira ganhou na categoria estadual com o caso do 'Monstro do Maranhão'.


SÃO LUÍS – A TV Mirante foi a vencedora da oitava edição do Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo na categoria Direitos Humanos. A matéria vencedora é do repórter Sidney Pereira e dos cinegrafistas Manoel Costa, Elson Paiva e César Hipólito que denunciou os crimes de pedofilia praticados nos lares do Maranhão.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional e ficou conhecido como o “Monstro do Maranhão”. A reportagem contou o caso do lavrador que foi preso no município de Pinheiro por abusar das duas filhas. Uma delas foi abusada por 16 anos e da relação incestuosa nasceram seis filhos.
Esse é o segundo ano consecutivo que a TV Mirante recebe o prêmio nessa mesma categoria. No ano passado, o repórter Sidney Pereira conquistou o prêmio estadual e nacional com a reportagem “O trabalho Infantil nos Babaçuais do Maranhão”.
O prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo é promovido pelo Instituto Brasileiro de Combate ao Crime em parceria com o Disque Denúncia.

Fonte Immirante.com

Felipão é atingido por radio de pilha durante entrevista ao vivo no Serra Dourada

ENTENDA COMO OCORREU O INCIDENTE

O técnico do Palmeiras, Felipe Scolari, foi atingido por um objeto, semelhante a um rádio de pilha, após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira, dia 17, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. No momento do incidente, o treinador concedia uma entrevista ao vivo para o repórter Fernando Fernandes, com imagens exclusivas da Band. Indignado, o treinador revidou com gestos em direção às arquibancas. A partida entre as equipes foi válida pelo duelo de ida das semifinais do torneio continental. Na entrevista coletiva, Felipão não se intimidou diante da agressão:

“Precisa mais do que um rádio pra me machucar. Se algum desses covardes quer fazer algo, tem que usar outras coisas”.
Na opinião do treinador, o ato violento foi por conta do gol anulado do Goiás, nos acréscimos da partida. De acordo com Felipão, o lance foi corretamente interpretado pelo auxiliar Márcio Santiago. O comandante alviverde ainda acredita que o Goiás deverá receber uma punição por conta do relato na súmula:
“Eles [torcedores] entenderam que o gol que tinha três impedidos teria que valer. É provável que, pelo relato, o Goiás volte a jogar um campeonato internacional aqui daqui uns três anos”.
Para finalizar o assunto, Felipão condenou o ato, que qualificou de covardia:
“Ficamos indefesos para fazer alguma coisa contra alguém que está escondido. Que seja homem [quem atira objetos] e não um covarde”.
O treinador procurou o árbitro Evandro Rogério Roman para falar sobre o incidente e encontrou o diretor administrativo do clube goiano, Marcelo Segurado, e ambos acabaram discutindo. De acordo com o dirigente, o autor do arremesso do objeto foi identificado, assim como foi registrado boletim de ocorrência.

Fonte eband.com

Messi marca, quebra tabu, e Argentina bate o Brasil em Doha


DOHA- A fera acordou na Argentina. Com um golaço de Lionel Messi aos 47 minutos do segundo tempo, os hermanos venceram a Seleção por 1 a 0, no Khalifa International Stadium, em Doha, no Qatar, e acabaram com um jejum de cinco anos sem vitória sobre o rival sul-americano. Além disso, "La Pulga" acabou com o tabu de nunca ter vencido o time canarinho atuando pela equipe principal. Pelo lado brasileiro, Ronaldinho foi o destaque, mas foi substituído no segundo tempo.

O Brasil volta a campo apenas no ano que vem. A equipe de Mano Menezes vai enfrentar a França, no dia 2 de fevereiro, em Paris. Já os hermanos devem voltar a atuar na mesma data, contra a Inglaterra, em Wembley. O amistoso será confirmado nos próximos dias pela Associação de Futebol Argentina (AFA).
Primeiro tempo morno em Doha. Messi e Ronaldinho comandam as ações
Os olhos do planeta estavam voltados para os donos da camisa 10 de Brasil e Argentina. De um lado Ronaldinho Gaúcho, do outro Lionel Messi. E a primeira chance foi do brasileiro. Aos quatro minutos, Neymar deu corte em Pareja e sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, Ronaldinho acertou a barreira. Na sobra, André Santos pegou o rebote e chutou à esquerda do goleiro Romero. Os hermanos responderam um minuto depois. Zanetti recebeu pelo lado direito, entrou na área e chutou de canhota. Victor caiu com segurança para defender.
Ronaldinho seguiu se movimentando, bem diferente do que costuma fazer no Milan, quando atua mais pelo lado esquerdo. O brasileiro carimbava todos os lances do meio-campo da Seleção, tentando criar os lances para Neymar e Robinho, que jogaram mais avançados. Aos 18, Daniel Alves tabelou com David Luiz e chutou de primeira. A bola estourou no travessão de Romero. Quase o primeiro gol do Brasil.
E tudo sob o olhar atento do francês Zinedine Zidane, embaixador do Qatar na disputa para ser sede da Copa do Mundo de 2022. Além do ex-jogador, o holandês Ronald De Boer, os pilotos de Fórmula-1 Rubens Barrichello e Felipe Massa e o tetracampeão do mundo Bebeto estavam presente no Khalifa International Stadium.
Três minutos, Neymar bateu escanteio da esquerda e no bate-rebate, a bola sobrou para Ronaldinho na entrada da pequena área. Sem muitas opções, o atacante deu um lindo toque de calcanhar e quase marcou. O goleiro Romero fez a defesa. No intervalo, o brasileiro aproveitou para explicar o lance.

- Pena que eu estava de costas, não vi se tinha marcador e tentei o gol daquela maneira. É maravilhoso retornar à Seleção. Temos mais 45 minutos para tentar a vitória - disse o camisa 10 da Seleção Brasileira.
Mas a etapa inicial não ficou só por aí. Aos 28, a Argentina foi quem assustou. Aos 28, após cobrança de escanteio, Higuaín cabeceou e Victor fez uma linda defesa. Na sobra, o atacante do Real Madrid chutou e o goleiro voltou a salvar a Seleção. O árbitro, porém, parou o lance e assinalou impedimento do ataque hermano.
E Ronaldinho seguiu tentando deixar a sua marca em seu retorno ao time canarinhos. Aos 37, ele voltou a assustar Romero. O jogador cobrou falta do bico da grande área e o goleiro argentino espalmou para fora da área.
Um minuto depois, Messi, que vinha sendo bem marcado por David Luiz, assutou a Seleção. O jogador do Barça recebeu na intermediária e arriscou da entrada área. A bola passou à direita de Victor, que voou para tentar a defesa. Aos 43, Neymar deu um drible com um quê de Ronaldinho. O atacante do Santos deu um corte em Zanetti, que ficou caído no chão, e cruzou. A zaga argentina afastou o perigo antes da chegada de Robinho. Fim de papo no primeiro tempo.


Messi marca um golaço, e Argentina bate o Brasil após cinco anos


O segundo tempo começou como o primeiro. Aos sete, Ronaldinho cobrou falta da esquerda buscando um dos zagueiros brasileiros. Porém, a bola passou à esquerda do gol de Romero. Três minutos depois, Lavezzi, que entrou na vaga de Higuaín no intervalo, fez ótima jogada pela direita e cruzou. Victor se esticou todo para a bola não chegar a Pastore. Na sobra, Messi chutou em cima da defesa e perdeu uma ótima chance de abrir o marcador.
Aos 17, David Luiz, que estava bem na marcação de Messi, exagerou na dose e acertou duas vezes o camisa 10 argentino. Falta marcada pelo árbitro. Enquanto o zagueiro retornava ao setor defensivo canarinho, Ronaldinho pedia desculpas ao adversário e o recolocava de pé. No lance seguinte, Ramires e Banega se estranharam após uma dividida no meio-campo.
O Brasil voltou a assustar em uma cobrança de falta aos 21. Mais uma vez com Ronaldinho Gaúcho. O camisa 10 cobrou da intermediária e o goleiro Romero defendeu no meio do gol. A partir dos 22 minutos, a Seleção perdeu o meio-campo, e a Argentina passou a dominar o jogo, mas sem levar perigo ao gol de Victor.
Aos 27, Ronaldinho deixou o gramado aplaudido pelos torcedores que estavam no Khalifa International Stadium. O jogador deu lugar a Douglas, do Grêmio. Quatro minutos depois, Neymar saiu para a entrada de André, ex-Santos e atualmente no Dínamo de Kiev.
O jogo caiu muito de produção, mas no fim, um lampejo decidiu o jogo. Messi recebeu na intermediária e em um pique passou por David Luiz e Lucas. Já dentro da área e pressionado por Thiago Silva, o argentino chutou para marcar o gol da vitória dos argentinos, que não venciam a Seleção há cinco anos.

Fonte Imirante.com

LADRÃO DE MOTO É PRESO PELA POLICIA CIVIL DE CANTANHEDE


O elemento conhecido por Cadu foi preso pela polícia Civil de Cantanhede no sábado dia 23/10 no povoado Beira da Baixa município de São João Batista - MA, , por ter comprado uma motocicleta CG Honda, cor Azul ano 2003, furtada na Cidade de Cantanhede no dia 15/10 durante um festejo no Povoado Pedras. O furto foi executado por um elemento conhecido por Antonio José vulgo "quebra Anel" na companhia do menor JC. O receptador do furto foi apresentado na delegacia de São João Batista e atuado em flagrante. O elemento conhecido por Antônio José o "quebra anel" já tem passagem pela polícia por furto de combustível e responde em liberdade, agora será indiciado por furto qualificado de veículo automotor; o menor JC através do Conselho Tutelar será apresentado ao Ministério Público.

Tabela do Campeonato Carioca é divulgada com combinação inédita

Pela primeira vez desde que aderiu ao formato atual, competição terá Flamengo e Vasco de um lado, e Fluminense e Botafogo do outro


A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) realizou nesta quinta-feira um arbitral para divulgar o regulamento e sortear a tabela do Campeonato Carioca de 2011. Não há mudanças significativas em relação aos últimos anos. A principal novidade é a divisão inédita dos grupos. Pela primeira vez, Flamengo e Vasco estarão de um lado, e Botafogo, novo cabeça de chave após a conquista do Estadual deste ano, e Fluminense no outro.



O campeonato começa no dia 19 de janeiro, uma quarta-feira e, ao todo serão 23 datas. Para evitar confusões em relação aos jogos decisivos, todos os clássicos e partidas das semifinais e finais foram reafirmados como o mando da entidade. Assim, os clássicos serão realizados no Engenhão, a princípio, sem exceção.


Vasco e Flamengo farão o primeiro clássico da competição, na quarta rodada. Fluminense e Botafogo jogam na sexta. A hora, o dia exato e o local do duelos ainda serão definidos, pois dependem de aval da TV Globo, emissora detentora dos direitos de transmissão.


Outra novidade será a não realização de semifinais e finais da Taça Guanabara durante o Carnaval. O preço dos ingressos ficará a critério dos clubes e, para discuti-los, haverá um novo encontro, mais restrito, provavelmente na segunda-feira, em que as polêmicas gratuidades e meia-entradas, que em geral dão prejuízo aos clubes, estarão em pauta.


Durante o arbitral, o presidente da Ferj, Rubens Lopes, informou que já está estabelecido que não haverá jogos antes das 17h até o fim do Verão. Os torneios de 3º e 4º colocados de cada turno mudarão de nome. Na Taça Guanabara se chamará Washington Rodrigues, em homenagem ao jornalista e ex-treinador do Flamengo. Na Taça Rio - em comemoração posterior aos 40 anos do tricampeonato da Seleção, em 1970 - Carlos Alberto Torres, capitão do time.


Quanto à inscrição de jogadores, o atleta precisa aparecer no Boletim Informativo de Registro de Atletas (BIRA) cinco dias antes do primeiro jogo para disputar a primeira rodada. O prazo final de inscrições para a Taça Guanabara é no penúltimo dia antes da quarta rodada.

Jogos da 1ª rodada da Taça Guanabara

Boavista x América



Vasco x Resende


Americano x Nova Iguaçu


Flamengo x Volta Redonda


Bangu x Fluminense


Macaé x Cabofriense


Olaria x Madureira


Botafogo x Duque de Caxias


Grupo A: Flamengo Vasco, América, Boavista, Volta Redonda, Nova Iguaçu, Americano e Resende

Grupo B: Botafogo, Fluminense, Bangu, Olaria, Madureira, Cabofriense, Macaé e Duque de Caxias

Neymar ansioso antes do 1º encontro com Ronaldinho


Há até pouco tempo, Neymar só jogava futebol com Ronaldinho Gaúcho no videogame. Atuar ao lado do jogador do Milan na vida real, era algo remoto. No próximo dia 17 de novembro, no Qatar, o craque santista terá a chance de realizar esse sonho. Torce para ser escalado como titular, ao lado de Ronaldinho, no amistoso contra a Argentina.


Neymar nem sabe qual será a sua reação quando estiver ao lado do ídolo pela primeira vez.
- Olha, estar ao lado de um ídolo com o Ronaldinho vai ser uma emoção muito grande. Não sei nem como explicar isso. Estou ansioso para conhecê-lo. Espero que a gente se dê bem - disse.
Embora seja um amistoso, Neymar garante que vai encarar a partida contra a Argentina como uma final de campeonato.
- É uma camisa que pesa muito. Temos de horar e jogar como se fosse o jogo da nossa vida

Nova chance

Essa nova convocação é uma segunda chance para ambos. Ronaldinho Gaúcho não era convocado desde março de 2009. Sua última partida com a camisa canarinho foi no dia 1º de abril daquele ano: vitória por 3 a 0 sobre o Peru, no Beira-Rio, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Já Neymar foi titular no primeiro jogo da era Mano Menezes na Seleção, contra os Estados Unidos, no dia 10 de agosto deste ano. Fez até gol. No entanto, após ter sido rebelde e xingado o técnico Dorival Júnior, hoje no Atlético-MG, durante jogo do Santos contra o Atlético-GO, dia 15 de setembro, a estrela alvinegra levou um gancho de Mano e não participou dos amistosos contra Irã e Ucrânia.

Polícia investiga duplo homicídio em São Mateus do Maranhão

Os corpos, de um homem de 21 anos e de uma menor de 16 anos, foram encontrados na segunda.


SÃO MATEUS - A Polícia Civil da cidade de São Mateus do Maranhão, a 192 km de São Luís, investiga um duplo homicídio que aconteceu na madrugada da última segunda-feira (1º). Os corpos, de um homem de 21 anos e de uma menor de 16 anos, foram encontrados no povoado Vai Quem Quer por populares, por volta das 5h da segunda-feira.



Após notarem os corpos, a população chamou a polícia. Os corpos tinham marcas de disparos de arma de fogo e estavam dispostos lado a lado.

O investigador Itamárcio Santana de Carvalho, que está à frente das investigações, suspeita, com base em levantamentos realizados pela polícia, que os dois eram usuários de drogas e o maior era homossexual. Ainda não foi identificada a relação existente entre ambos.

A polícia está colhendo o depoimento das testemunhas, familiares e das últimas pessoas que estiveram com as vítimas para identificar a autoria e os motivos que conduziram o crime.

NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA MUN. DE VEREADORES DE CANTANHEDE FOI DESTAQUE NO PORTAL IMIRANTE

DILMA ROUSSEFF VENCE EM CANTANHEDE COM 85,99 % VOTOS VÁLIDOS


A candidata eleita à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) teve 6.315 (85,99 %), o candidato derrotado, José Serra (PSDB) teve 1.029 (14,01 %) dos votos válidos. A abstenção foi uma das maiores dos últimos anos e registrou 3.386 (30,52 %) de eleitores que não compareceram para votar. Votos nulos somaram 288 (3,74 %), brancos 78 (1,01 %). Dos 11.096 eleitores cantanhedenses, 7.710 (69,48 %) compareceram e 7.344 (95,25 %) tiveram seus votos validados. No Maranhão, com 99,99 % das urnas apuradas, José Serra 606.449 votos (20,91 %) e Dilma teve 2.294.146 votos (79,09 %) e obteve a segunda maior votação proporcional por estado da federação. No Brasil, com 100 % das urnas apuradas, Dilma teve 55.752.508 votos (56,05 %), contra 43.711.350 votos (43,95 %) de José Serra. Dilma Rousseff tomará posse no dia 1º de janeiro de 2011

"Dilma Rousseff concede a entrevista da vitória na bancada do JN

Presidente eleita fala sobre suas origens na Bulgária, a luta contra a ditadura, a indicação de Lula para que fosse sua sucessora e os planos para governar o Brasil, entre outros assuntos.


William Bonner: Estamos de volta ao vivo aos estúdios do Jornal Nacional em Brasília e, como eu disse no início do Jornal Nacional, com a honra de receber aqui a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff. Presidente, parabéns pela vitória.



Dilma Rousseff: Obrigada, Bonner. Muito boa noite.


Bonner: Muito boa noite, muito obrigado pela sua presença. Nós entendemos isso como uma deferência especial. Estar presente aqui na bancada do Jornal Nacional é uma deferência ao público brasileiro, aos eleitores...


Dilma: Sem dúvida.


Bonner: E eu tenho certeza que todos vão gostar muito de tê-la aqui conosco para assistir a uma edição especial, como eu disse, porque nós preparamos algumas reportagens para essa data. Mas a primeira delas a gente foi roubar do Fantástico. Porque ontem (domingo), no calor da sua vitória, talvez a senhora não tenha tido a oportunidade de assistir a uma reportagem especial que o Marcos Losekann fez na Bulgária. Vamos ver?


Dilma: Na Bulgária? Vamos ver.
Conheça um pouco da história da família Rousseff na Bulgária
No museu de Gabrovo, encontramos uma foto do que foi a casa da família Rousseff, um sobrado de três andares. Pétar deixou para trás a ex-mulher, na época grávida de sete meses.
Quem guarda as fotos com carinho é a prima de Dilma, Tzanka Kamenova: “Ele sonhava em levar para o Brasil o filho que deixou na barriga da mãe”, diz Tzanka. O nome desse irmão de Dilma Rousseff, por parte de pai, era Luben.
Nós localizamos o prédio onde o Luben morava, no centro de Sófia. Ele morreu em 2007.
Era para este prédio que Dilma Rousseff mandava cartas. O irmão Luben lia e respondia com a ajuda do tradutor Roumen Stoyanov.
Ele conta que, num dos envelopes enviados por Dilma, um ano antes da morte de Luben, havia um maço de dinheiro: “Ela fez um gesto muito bonito, de irmã para irmão”.

Bonner: Eu tenho que perguntar: a senhora já se imaginou chegando à Bulgária como presidente do Brasil?

Dilma: Olha, Bonner, eu tenho a impressão que vai ser uma comoção. Uma emoção para mim e acho também uma emoção para eles, porque é um país pequeno. Você imagina nesse país pequeno, em que a visão do Brasil, o Brasil visto de lá é 190 milhões de pessoas, é um país que está se desenvolvendo, criando emprego, um país que é visto no mundo como uma das grandes oportunidades. Então, eu acho que vai ser muito interessante, até porque eu acredito que eu sou a única búlgara entre aspas para eles que teve algum sucesso fora da Bulgária. Eu não sei falar uma palavra, nada. Então vai ser muito difícil.


Bonner: Pelo menos um sucesso dessa magnitude. A senhora ainda tem contato com búlgaros até hoje?


Dilma: Eu mantive contato com o meu irmão, porque ele, apesar de ser engenheiro, não vivia em situação confortável. Eles não têm uma estrutura de aposentadoria como a nossa, então eu remetia recursos para ele. Mantive contato sistemático com ele. Depois que ele morreu, com a mulher dele. Aí também ela morreu. Então eu perdi contato agora com eles, porque eu nunca tive contato com essa minha prima. Você veja que vocês descobriram alguém da minha família.

Bonner: Marcos Losekann, o nosso correspondente.


Dilma: O Marcos Losekann é um investigador.


Bonner: Ele é. Nato. Agora nós vamos para a segunda reportagem, essa sim preparada especialmente para hoje, em que nós vamos rever um pouquinho do que foi a sua infância.


Dilma, a mineira que se opôs à ditadura e sofreu na prisão
A história começa no dia 14 de dezembro de 1947, quando Dilma Vana Rousseff nasceu em Belo Horizonte. O pai, um imigrante búlgaro, veio para o Brasil fugindo dos efeitos da guerra e tornou-se empresário em Minas. A mãe, nascida no estado do Rio, de quem Dilma herdou o nome.
Estudou nas melhores escolas da capital mineira e ainda era adolescente quando iniciou a militância política.
“Nós nos conhecemos em função da organização da luta de resistência à ditadura”, contou Apolo Heringer Lisboa, amigo de Dilma.
O inimigo era o governo militar instalado no golpe de 64. O ideal era a implantação de um modelo socialista no Brasil.
Quem foi e como atuou a jovem subversiva, como eram chamados na ditadura todos os que se opunham ao regime? O verdadeiro nome, nem o segundo marido, Carlos Araújo, companheiro de militância, sabia.
“Quando ela foi presa, que os jornais publicaram a prisão dela, é que eu soube o nome verdadeiro dela. A Dilma, como todos nós, teve vários nomes. O mais marcante dela foi Vanda”.
Sabe-se que Dilma atuou em grupos que pegaram em armas para combater a ditadura e lutar por um Brasil socialista. Gilberto Vasconcelos, companheiro de militância de Dilma Rousseff, conta que Dilma tinha apenas tarefas de organização nos grupos.
“Ela nunca, absolutamente, teve nenhum momento em que ela tenha praticado uma ação violenta. Nenhuma. Absolutamente nenhuma”.
Dilma caiu na clandestinidade. Peregrinou de Minas para o Rio. Do Rio para São Paulo.
E acabou presa na maior cidade brasileira, na Rua Augusta, em 16 de janeiro de 1970.
Parte do prédio, que hoje é o Memorial da Resistência, guarda um rico pedaço da história sombria do Brasil. O local foi o quartel general da repressão, onde funcionava o Dops, o temido Departamento de Ordem Política e Social. E Dilma Rousseff passou por uma cela do lugar, onde também foi torturada.
Ficou presa por dois anos e quatro meses. Uma das raras vezes em que Dilma falou publicamente da história
foi como ministra, no Senado, em resposta a um político da oposição.
“Eu fui barbaramente torturada, senador. E qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogadores compromete a vida dos seus iguais e entrega pessoas para serem mortas”.
Ao deixar a cadeia, Dilma foi reconstruir a vida no Rio Grande do Sul. Foi onde se formou em economia, onde teve a única filha, Paula, e onde deu início à carreira na administração pública.


Bonner: Presidente, eu vi uma declaração do seu ex-marido a respeito daqueles tempos de combate à ditadura militar. Ele disse que jamais passou pela cabeça de vocês que um dia a senhora ou ele, enfim, quem quer que fosse, pudesse chegar à presidência da República. Como é hoje rever essas cenas, rever essas situações todas?


Dilma: Eu acho que tudo começa, Bonner...É uma situação que eu te diria assim: naquela época, a gente jamais acreditou também que o Brasil viria a se transformar numa grande democracia. Então, a partir do momento em que o Brasil se transformou numa grande democracia, a vida vai levando as pessoas por caminhos insuspeitos, porque a democracia é uma coisa muito rica. Naquela época, que havia o fechamento, a juventude não tinha muita opção. Você não podia se manifestar. Uma peça de teatro, por exemplo, "Roda Viva", era considerada subversiva. Uma música como "Apesar de você", do Chico Buarque, era tida como absurda. Então, os caminhos eram fechados. A ditadura no Brasil abriu os caminhos. Então, eu acho que a minha geração deve esse momento em que eu, uma pessoa que teve presa no Brasil, deve esse momento à democracia. E mais do que isso: deve esse momento ao fato do Brasil ter sido capaz de iniciar um processo de transformação dentro da maior legalidade, coisa que na época, o que nós fazemos hoje, era considerado impensável naquela época. Reajustes salariais, por exemplo, acima do salário mínimo levava a greves e a prisões. Manifestações estudantis, que hoje a gente olha com absoluta tranquilidade, levava a prisões. Então, o mundo foi mudando. E eu com o mundo. Eu agradeço a Deus a oportunidade que ele me deu de participar do governo do presidente Lula. Eu acho que ali começa o grande sonho da minha geração, que era que o Brasil crescesse e, ao mesmo tempo, distribuísse renda e o Brasil crescesse e, ao mesmo tempo, milhões de pessoas fossem tiradas da pobreza. E aí o que eu tenho como missão daqui para frente é justamente continuar esse processo dentro da legalidade, do fortalecimento da democracia, da liberdade de imprensa. Esse processo de transformação do Brasil e de estabilidade, porque também nós conquistamos isso. Porque teve logo no início da democracia um período que a gente tinha herdado também do final da ditadura, que era inflação alta, dívida externa explodindo. E hoje nós somos um país que tem todas as chances de se transformar.


Bonner: Desde 94, tem uma geração de brasileiros que não sabe o que é aquela inflação que nós vivemos. Desde o advento do Plano Real. Vamos seguir vendo as reportagens que nós temos para mostrar. Agora a gente vai ver o próximo capítulo.


Dilma: É uma novela?


Bonner: É quase isso. Bom, poderia ser uma novela de grande sucesso. No seu caso, eleita presidente da República. Vamos lá. É a reportagem da Cláudia Bontempo.
O estilo durão que conquistou Lula
O motorista Joel Fontoura Paz se lembra bem do jeito firme da antiga chefe. A presidente da Fundação de Estatística do Rio Grande do Sul não gostava de perder tempo.
 “Olha, só uma vez aconteceu um caso, em Santa Cruz, que ela foi numa palestra lá, ela gostava sempre dos horários. Eu achei que a palestra fosse demorar e eu precisava cortar o cabelo. Ela chegou no carro e eu não estava. Ficou brava”.

O estilo de comando da administradora Dilma Rousseff foi forjado nos primeiros cargos que ocupou, no Rio Grande do Sul.
Ela militou no PDT até 2000. E, em 2001, entrou no PT. Foi secretária de Fazenda de Porto Alegre e secretária estadual de Minas e Energia. Em 2003, levou seu estilo para Brasília quando o então presidente eleito Lula lhe entregou o cargo de ministra.
Dilma Rousseff comandou o Ministério de Minas e Energia por dois anos e meio. Daqui, foi chamada para um novo e urgente desafio. Em junho de 2005, o governo Lula atravessava uma crise política com a queda do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Dilma foi escolhida pelo presidente Lula para ocupar o lugar de Dirceu no Palácio do Planalto. Saía o interlocutor político, entrava a gerente Dilma, com a missão de coordenar as ações do governo.
“A gente reconhece que o problema existe e toma as medidas capazes de solucioná-lo”, disse Dilma, na época.
Na Casa Civil, Dilma comandou o principal programa do governo - o PAC - de Aceleração do Crescimento.
“A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cuida, ela que acompanha”, disse Lula.
Foi responsável ainda pelo programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” e toda a preparação para a exploração do petróleo do pré-sal.
E era encarregada de coordenar o trabalho dos colegas. Nessa tarefa, ganhou fama de durona. Em março, quando deixou a Casa Civil para ser candidata, Dilma ouviu o próprio presidente Lula, bem-humorado, dizer que muitos saíam do gabinete dela para se queixar com ele.
“A Dilma, de fato, às vezes é até dura, durona mesmo, pra fazer cobrança, pra ter respostas. Então, a equipe acaba se alinhando e procurando fazer as coisas que tem que fazer pra depois não ser cobrado”, revelou Paulo Bernardo, ministro do Planejamento.

Fátima Bernardes: Boa noite, presidente, parabéns pela vitória. Eu queria voltar a esse momento do fim da reportagem, a mãe do PAC, o momento em que a sua candidatura foi decidida. Como a senhora recebeu essa indicação do presidente Lula para disputar a eleição? Foi com surpresa? Ele teve muito trabalho para convencê-la? Ou na verdade já era um desejo daqueles que a gente esconde até da gente mesmos?
Dilma: Fátima, sem muito honesta contigo, eu nunca imaginei ser presidente da República. Eu sempre fui uma servidora pública. Acredito que ser servidora pública é uma coisa importante, porque a relação que a gente tem de ter com o Estado não pode ser o Estado nos servindo, mas nós servindo o Estado e a sociedade. Quando o presidente começou a dar os sinais de que ele queria que eu fosse a sua sucessora, a primeira reação que eu tive foi de achar que não era muito por ali. Aos poucos, eu fui me convencendo. E aí é algo muito interessante: servir ao país, chegar a ser presidente é, de fato, talvez, um sonho que cada brasileiro esconde lá no fundo da alma, porque é a maior realização que uma pessoa pode ter no seu próprio país, porque é um momento em que você pode provar que você vai de fato dar uma contribuição para os milhões de brasileiros e de brasileiras que compartilham comigo essa aventura histórica de sermos brasileiros no ano de 2011 e de sermos capazes de dar aquele salto que a gente espera que o Brasil dê. Então eu quero te dizer o seguinte: apesar de, no início, eu não ser uma pessoa que estava direcionada para isso, eu quero te dizer que hoje eu sou uma pessoa certa que eu vou fazer o melhor que eu puder. E quando eu tiver feito o melhor, eu vou fazer ainda um pouco mais para que o Brasil siga se transformando numa grande economia, numa grande sociedade e de fato numa nação plenamente desenvolvida.


Bonner: Vamos prosseguir. Agora acho que seria o capítulo final das reportagens preparadas. A gente vai ver o que tem de histórico na sua eleição. Como nós dissemos desde o início dessa edição do Jornal Nacional. A reportagem é da Cristina Serra.
O caminho que a ministra percorreu para virar presidente
De ministra a presidente, foi uma trajetória desbravando mundos masculinos. Na foto oficial, do inicio do governo Lula, era uma das poucas mulheres. Mas Dilma Rousseff se tornou a ocupante mais poderosa da Esplanada.
Quando o presidente Lula emitiu os primeiros sinais de que ela seria a escolhida para sucedê-lo, Dilma passou pela primeira transformação física: uma cirurgia plástica. Mas um adversário inesperado surgiu em seguida.
O câncer no sistema linfático provocou um susto e novas transformações na aparência da ministra.
Recuperada, Dilma, de novo visual, percorreu o país em campanha. “Eu vou ser, com a graça de Deus e o voto de vocês, a primeira mulher presidente do Brasil”.
Ainda no primeiro turno, a chegada do neto Gabriel foi um presente. “Mãe acha que vai quebrar. Vó sabe que não quebra. Eu estou hoje meio boba”.
As denúncias contra a sucessora dela na Casa Civil, Erenice Guerra, foram um transtorno inesperado. Para muitos analistas, esse foi o principal motivo do segundo turno e a vitória nas urnas foi adiada em um mês.
Já no primeiro dia da nova fase da disputa, Lula reuniu aliados eleitos e convocou todos para se dedicar à
vitória de sua candidata. O próprio presidente intensificou a participação dele no programa político e nos palanques estaduais.
Carreatas, passeatas e comícios. Lula estava ao lado de Dilma em todo o país. “Essa companheira, pelo caráter, pela coragem, pela firmeza ideológica, pelos compromissos de vida dela, não vai permitir que o Brasil volte a um passado, que o Brasil volte a ser dependente”, disse Lula.
Em alguns momentos, ele chegou a ir sozinho a eventos de campanha.
Aos 62 anos, Dilma Rousseff é a primeira mulher a chegar ao posto mais alto da República: a presidente de 190 milhões de brasileiros. Ao subir a rampa do Palácio do Planalto e receber a faixa presidencial ela vai fazer história.
A chegada de uma mulher ao poder desperta a admiração dos amigos. “Acho que vai ser bom para o Brasil, a gente ter essa mudança de sair de tantos personagens masculinos, de repente entrar uma protagonista feminina”, opina o cineasta Helvécio Ratton.
No dia em que a candidatura tornou-se oficial, a ministra que Lula quis transformar em presidente fez um discurso de reconhecimento a ele e também antecipou a ideia que a maioria dos eleitores brasileiros aprovaria, nas urnas, em 31 de outubro.
“Não é por acaso que, depois desse grande homem, o nosso Brasil possa ser governado por uma mulher. Por uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que fará um Brasil de Lula com alma e coração de mulher”.


Bonner: A notícia da sua vitória oficial saiu às 20h07 de domingo. O que lhe veio à cabeça naquele momento?


Dilma: Era. Sabe por que essa pergunta é difícil, Bonner? Porque na hora que vem a notícia, você está um pouco anestesiada e aí é preciso que o tempo passe para que você absorva todo o impacto de uma notícia desse tamanho, que é uma notícia com a grandeza do Brasil, porque não é uma notícia qualquer. É uma notícia de que, daqui para frente, você vai ser a responsável por esse país continental, imenso e por 190 milhões.


Bonner: Chorou?


Dilma: Eu chorei depois. Fui chorando aos poucos. Eu não chorei de uma vez só. Eu chorei um pouco quando eu falei, depois eu chorei bastante chegando em casa.


Bonner: E quase chorou ao se referir ao presidente Lula no seu discurso.


Dilma: Foi. Ali eu chorei. O pessoal disse que eu me contive. Eu chorei por dentro e por fora, um pouco.


Fátima: Presidente, agora, terminado esse processo eleitoral desgastante, a senhora vai começar a trabalhar na composição do seu novo governo e na formação do seu ministério. A senhora pode dizer para a gente como vai ser esse processo a partir de agora? Ele já começa já?


Dilma: Nós vamos fazer primeiro uma transição de dois tipos: uma transição técnica, ou seja, avaliando todos os aspectos técnicos que serão importantes que a gente tome providências no sentido de que serem aqueles que a gente vai encaminhar primeiro. Por exemplo: eu pretendo nos primeiros dias fazer uma reunião com os governadores sobre saúde e segurança e, em seguida, ou paralelamente, melhor dizendo, nós também faremos uma transição política. Nós vamos ter que ver a composição do governo, que tem esses dois aspectos. Eu vou me esmerar para ter um governo em que o critério de escolha dos ministros e dos cargos da alta administração sejam providos por esses dois critérios.


Bonner: Tem nome certo?


Dilma: Não. Não tem ainda nome certo. Eu não digo que eu vou anunciar um bloco inteiro, todo o governo, mas eu pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados ou individualizados. Fazer por blocos.


Bonner: Em relação à economia. No mundo, hoje, quando se fala em economia, o planeta inteiro está discutindo a questão cambial: desvalorização de dólar, valorização de moedas locais. Qual é a sua posição a respeito disso?


Dilma: Eu acredito que a gente não pode correr o risco de querer menosprezar. Eu te diria assim: eu acho que o câmbio é flutuante. No entanto, indícios de que há hoje no mundo uma guerra cambial são muito fortes. Acho que tem moedas subvalorizadas. Eu acredito que uma das coisas importantes são as reuniões multilaterais em que fique claro que nós, por exemplo, iremos usar de todas as armas para impedir o dumping, a política de preços que prejudica as indústrias brasileiras, e vou olhar com muito cuidado, porque não acredito que manipular câmbio resolva coisa alguma. Nós temos uma péssima experiência disso.

Bonner: Manipular câmbio pelas mãos do governo?


Dilma: É, pelas mãos do governo e do Banco Central. Você se lembra do câmbio fixo? O que ele levou a Argentina e quase nos levou também? A uma situação de crise muito grande.


Bonner: Então a senhora está dizendo que qualquer modificação que virá não será no sentido de acabar com o câmbio flutuante?


Dilma: Não, de maneira alguma. Muito boa a sua pergunta, que me permite esclarecer. Eu tenho um compromisso forte com a questão dos pilares da estabilidade macroeconômica, um câmbio flutuante. E nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente inclusive se proteja em relação a qualquer tipo de guerra ou de manipulação internacional. Mas eu acredito também, Bonner, que nós iremos passar por um momento em que o mundo vai estar com um nível de crescimento menor. Hoje, inclusive, o presidente Obama me cumprimentou e externou a preocupação dele com as taxas de desemprego nos Estados Unidos. Ele está bastante preocupado com a economia americana no que se refere a sua recuperação. Acredito que também o ajuste das economias internacionais não podem ser feitas com base em desvalorizações competitivas, que você tenta ganhar o seu ajuste nas costas do resto do mundo. Também não está certo isso.


Bonner: Presidente, deixa eu lhe dizer uma coisa: primeiro, mais uma vez quero agradecer a sua presença aqui em nome de todos os profissionais da Rede Globo, em nome do público, porque isso aqui é certamente uma deferência. Segundo, a senhora disse ontem e repetiu aqui durante essa entrevista, uma defesa à liberdade de imprensa. Nós aqui estamos entendendo a sua presença no Jornal Nacional como uma demonstração enfática disso, e queremos dizer que nós da imprensa aguardamos diversas oportunidades como essa. Está certo, talvez não precise nem vir até aqui, mas que nos abra a oportunidade de uma conversa franca, porque faz parte da democracia que a senhora mesma defendeu.


Dilma: Faz parte da democracia, eu acho que o Brasil pode dar uma demonstração de muita vitalidade com a imprensa livre que nós temos e com essa relação em que, muitas vezes, as críticas existem e eu acredito que elas cumprem um papel no Brasil, e pode ter certeza que da minha parte a minha relação com a imprensa vai ser sempre uma relação respeitosa.


Bonner: Muito obrigado mais uma vez. Foi um prazer entrevistá-la sem ter que interrompê-la e dizer que o tempo estava esgotado. Agora, o meu tempo está esgotado. Muito Obrigado mais uma vez. Boa noite.